Nuno Artur Photo

Dúvidas frequentes

O que devemos esperar no dia do casamento?

Cada casamento tem um ritmo próprio, e acredito que saber o que acontece de cada vez que levanto a máquina vos ajuda a viver o dia sem estarem preocupados comigo. Deixo-vos aqui o essencial de como trabalho. Antes de mais: o estilo, e sentirem-se à vontade comigo Há duas abordagens principais na fotografia de casamento. A editorial, inspirada na moda e nas artes plásticas, procura retratos elegantes e composições intencionais, com uma orientação subtil da minha parte para que apareçam no vosso melhor. A documental capta os momentos exatamente como acontecem — o olhar do vosso parceiro antes da cerimónia, as gargalhadas dos convidados — sem interrupções nem poses. Trabalho com as duas: dou direção nos retratos de casal e desapareço durante a cerimónia e a festa. Mas mais importante do que qualquer estilo é sentirem-se confortáveis comigo. Sempre que isso acontece, as fotografias saem verdadeiras — e isso nota-se. Construo o cronograma à volta da luz A luz é a minha maior aliada. O ideal é que a cerimónia termine 60 a 90 minutos antes do pôr do sol: assim tenho tempo para as fotos de família e ainda vos levo a uma sessão de casal durante a hora dourada, aquela janela de 20 a 40 minutos de luz suave e quente pouco antes do sol se pôr. Se quiserem fazer um first look — verem-se em privado antes da cerimónia — consigo adiantar a maior parte dos retratos e libertar-vos completamente o cocktail para estarem com os convidados. Nada disto é obrigatório. É só planeamento, e o planeamento dá-vos mais fotografias e menos correria. Vejo isto convosco com calma antes do dia. As fotos de família correm bem quando as preparamos Este é o único momento do dia que depende mesmo de vocês. Peço-vos uma lista escrita, enviada com antecedência, a dizer exatamente quem entra em cada combinação. Se a mantivermos na família próxima e nos avós, resolvo tudo em 15 a 20 minutos. E há um truque que funciona sempre: escolham um familiar ou amigo para juntar as pessoas da lista. Eu não conheço os vossos convidados pelo nome, e essa ajuda muda completamente o ritmo desse momento. Digam-me o que é mais importante para vocês Num dia de casamento acontecem centenas de coisas ao mesmo tempo, e eu não estou em dois sítios de uma vez. Por isso peço-vos sempre: se houver imagens que contam mesmo — uma fotografia com cada mesa, uma avó, uma tradição da família, um detalhe com história — digam-me antes. Com essa informação, garanto-vos essas fotografias no meio da agitação. Em casamentos maiores, ou com programas a decorrer em paralelo, proponho-vos um segundo fotógrafo para cobrirmos ângulos e espaços diferentes ao mesmo tempo. Um detalhe de logística: a minha refeição Parece pequeno, mas não é. Prefiro comer ao mesmo tempo que vocês. Assim, quando se levantam para circular pelas mesas, já tenho a máquina outra vez na mão e não se perde nada. Depois do casamento, o meu trabalho continua Quando a festa acaba, começa a parte que ninguém vê. Copio todos os ficheiros seguindo a regra 3-2-1 — três cópias, em dois suportes diferentes, uma delas fora de casa — para que as vossas memórias nunca dependam de um único disco. Depois seleciono as melhores imagens entre milhares, edito com correção de cor e exposição para dar coerência a toda a galeria, e faço o retoque, normalmente nos retratos principais, com técnicas que mantêm a textura natural da pele. Entrego-vos a galeria completa habitualmente entre 4 a 8 semanas, em JPEG de alta resolução, pronta a imprimir e a partilhar. Contrato, direitos e o que podem fazer com as imagens Trabalho sempre com contrato escrito, porque nos protege aos dois e deixa claro as horas de cobertura, o valor, o sinal que reserva a vossa data e os prazos de entrega. Os direitos de autor ficam comigo, e vocês recebem uma licença de uso pessoal — imprimir, oferecer, partilhar nas redes sociais — sem limites naquilo que realmente interessa: as fotografias são vossas para viver e mostrar. Uma última coisa: as tendências passam, as fotografias ficam As redes sociais impõem estéticas que envelhecem depressa. O que procuro entregar-vos é um conjunto equilibrado: as imagens bonitas que vão querer partilhar já amanhã, e aquelas que daqui a trinta anos ainda contam o que ali se passou — o olhar, o abraço, a emoção real. É esse o critério com que fotografo o vosso dia: como um legado, não como uma tendência.